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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

As 4 armadilhas mais inusitadas montadas por animais

Há uma ordem natural nas coisas, um conjunto de regras imutáveis há na natureza: O forte come o fraco, o rápido pega o lento, a união é mais forte que um só agindo e assim por diante. Mas, assim como com os humanos, alguns animais se recusam a jogar pelas regras e elaboram armadilhas impressionantes.

1 - Arminhos e sua tática de caça engenhosa: contorcionismo

Os arminhos empregam uma tática de caça engenhosa, cuidadosamente refinada ao longo de inúmeros milênios: Eles se contorcem.


Quando um arminho encontra um coelho, sua presa natural, o impasse é intenso. O coelho é instintivamente cauteloso e muito mais rápido do que um arminho numa perseguição direta, mas se o predador se aproxima o suficiente de sua presa, ele pode atacar mais rápido do que o coelho pode correr. Há um pequeno momento de oportunidade para o arminho quando o coelho o registra como uma ameaça e quando ela se contorce. O arminho começa a pular, torcer, rolar ao acaso. Os movimentos bruscos estão em algum lugar entre "parar, cair e rolar".


Mas a cada contorção e convulsão confusa, o arminho se aproxima cada vez mais de seu alvo. E por nenhuma razão em particular, o coelho fica parado. Os coelhinhos exibem alguns sinais clássicos de hipnose: Eles são ambos curiosos e letárgicos, aparentemente hipnotizados pelas ridículas brincadeiras que acontecem diante deles, desconhecendo sinais como "esta coisa é perigosa" e "tenho quase certeza de que vai me caçar". Em breve, o contorcionismo coloca o arminho a uma distância impressionante para o arminho dar o bote no coelho. Os pesquisadores não entendem completamente porque os coelho simplesmente ficam sentados assistindo enquanto os arminho se aproximam se contorcendo. E isso não algo isolado. Não se trata apenas de um caso registrado de arminhos que ocasionalmente empregam essa estratégia letal. Esta é uma tática de caça persistente empregada por gerações inteiras de arminhos ao longo dos tempos.

Veja o vídeo abaixo: 


2 - Aves e Gatos são Ventriloquistas Mortais

A maioria das complexas habilidades linguísticas empregadas pelos animais são sociais ou defensivas: Eles comunicam principalmente estados emocionais, ou avisam o bando de perigos. A maioria são defensivos - mas não todos.

No implacável deserto do Kalahari, os suricates são as presas que gaviões que gostam de comer. Felizmente, para os suricates, eles têm vigias. Quando um suricate verbaliza o sinal sonoro de "gavião", todos eles saem para se esconder. Mas algo mais tem aprendido também a língua dos suricates: o pássaro drongo.


Quando o drongo vê que um suricate encontrou algo saboroso, o pássaro manobra em posição, espera por seu momento e, de repente, verbaliza o mesmo sinal sonoro de "gavião". E, é claro, cada um dos animais presa deixa cair o que está fazendo (ou comendo) e foge por sua vida. É aí que o drongo entra e captura um suricate.

Os cientistas que estudam estas interações descobriram que as verbalizações dos pássaros são praticamente indistinguíveis da real. E acontece que o drongo é multilíngue: eles não apenas misturam os tipos de chamadas de perigo para manter os suricates adivinhando, mas executam o mesmo tipo de esquema em um pássaro chamado babbler -- mas com o drongo usando a verbalização do outro pássaro para "gavião", obviamente.

No outro lado do mundo, nas selvas da América do Sul, um mico leão ouve os gritos de um filhote perdido vindo dos arbustos. Confuso e preocupado, ele vai investigar. Quando ele passa a cabeça pelos arbustos tentando localizar o som, um adorável gato do mato o captura. Há muito tempo, houve relatos anedóticos de onças-pintadas e pumas imitando chamados de primatas, mas agora os cientistas têm testemunhado isso em primeira mão. Um gato da selva chamado gato maracajá - ou gato do mato - foi observado atraindo um macaco das árvores, emulando os gritos angustiados de macacos bebês. 



3 - Arenques e sua comunicação por gases

Os arenques, como muitos peixes, nadam juntos em cardumes gigantes para proteção. Mas eles precisam se manter em comunicação quase constante para se unirem com tanta força. Então, como eles conseguem coordenar um cardume inteiro sem atrair acidentalmente predadores? Simples: Eles "peidam".


Funciona assim: Os arenques engolem ar de superfície e armazenam-no em sua bexiga natatória. Quando escurece, um peixe comunica sua localização aproximada ao cardume, liberando esse ar através de seu ânus. Se um peixe se perde, ele apenas segue a grande nuvem de ruídos de peidos de arenque, e encontra seu caminho de volta para casa. Como a maior parte é apenas ar sendo expulso debaixo d'água, os arenques não se localizam pelo cheiro, mas pelo som. Assim, não poderiam os predadores oportunistas apenas seguir os pequenos barulhos aquáticos para encontrar esses peixes? A resposta é não: Os "peidos" de arenque vibram com maior frequência sonora do que os predadores conseguem captar.

4 - A aranha amazônica que faz um espantalho de si mesma


O que é a imagem acima? Se você pensou que é uma aranha, acabou de ser enganado.

Recentemente, o biólogo Phil Torres descobriu uma aranha na Amazônia que faz versões de si mesma em forma de espantalho em um tamanho muito maior para afastar os predadores. Depois que ele descobriu o que realmente estava acontecendo, Torres foi procurar mais de perto e encontrou a verdadeira aranha (uma pequenina) escondida logo acima do espantalho, sacudindo-o periodicamente para fazer com que a aranha falsa parecesse estar se movendo.


O mais impressionante disso é que ela sabe como é uma aranha, coleta pedaços aleatórios de detritos não relacionados com a aranha, e constrói um aracnídeo falso muito maior - mesmo com o número correto de pernas - e depois fica atrás dela como um fantoche, sacudindo-a para se passar e afastar os predadores. O vídeo abaixo (em inglês) mostra os detalhes:


Mesmo que um predador não se assuste com o inquietante espetáculo de marionete da aranha e opte por atacar, ele, na melhor das hipóteses, vai ficar com a boca cheia de lixo da selva enquanto a verdadeira aranha se afasta ilesa. 

Por: Jonathan Pena Castro


Fontes: 1

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