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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Existe seres humanos com super poderes?

Heróis da Marvel, DC, personagens ultrapoderosos de animações japonesas, ficção científica, são exemplos de como somos fascinados por pensar o ser humano com super poderes, tais quais ignoram facilmente as leis da física e nos deleitam através da imaginação.

Agora, cientificamente falando, existe realmente humanos com super poderes, ou capacidades além do que a gente vê em pessoas normais? Vamos ver casos em que isso é possível:


1- Povo Bajau e sua ultra resistência ao mergulho

A maioria das pessoas consegue prender a respiração debaixo da água por alguns segundos, outras por alguns minutos. Entretanto, os Bajau, povo nômade que vive nas águas que cercam as Filipinas, Malásia e Indonésia levam o mergulho livre ao extremo. Podem permanecer submersos em apneia por até 13 minutos a profundidades de aproximadamente 70 metros. Esse povo costuma mergulhar para pescar ou coletar produtos naturais usados no artesanato.

Fonte: National Geographic

Em um artigo científico publicado em 2018 pela revista Cell, revela que possivelmente a explicação da alta resistência ao mergulho se deve a uma mutação no DNA que aumentou o tamanho do baço nesse povo. Tecnicamente, nós podemos viver sem esse órgão, mas ele ajuda a sustentar o sistema imunológico participa na reciclagem de glóbulos brancos. 
A relação existente entre o baço e a capacidade de segurar a respiração é explicada pelo que se conhece como  “resposta humana ao mergulho”. Quando submerso em água fria mesmo por um curto período de tempo, o corpo humano ativa esta resposta como forma de ajudar a sobreviver em um ambiente sem oxigênio respirável. O ritmo cardíaco desacelera, os vasos sanguíneos das extremidades se contraem para que guardar sangue para os órgãos vitais, e o baço se contrai. E esta contração do baço fornece um reforço de oxigênio ao jogar na circulação hemácias oxigenadas, aumentando em até 9% a disponibilidade da molécula e assim prolongando o tempo que se consegue ficar mergulhado¹.

Embora o baço possa explicar parcialmente como os Bajau mergulham tão bem, outras adaptações também podem existir, como um aumento da resistência à pressão².


2 - Povos andinos com tolerância ao arsênio

O arsênio é um elemento químico semimetal pesado, considerado como o "Rei dos Venenos", por ser extremamente tóxico. Milhões de pessoas no mundo inteiro adoecem e morrem sem saber que a causa de suas doenças é o envenenamento crônico por arsênio. Em Bangladesh por exemplo ocorreu uma intoxicação em massa, a maior da história, devido à construção de milhares de poços tubulares de água que estavam naturalmente contaminados com arsênio. A Organização Mundial de Saúde estabelece um limite máximo de 0,010 mg/L de arsênio em água para consumo humano³.
Surpreendentemente, na Cordilheira dos Andes, foi noticiada a primeira população humana que se tem conhecimento de ser completamente adaptada à digestão de arsênio. 

Fonte
Estudos indicaram que esses povos andinos sofreram uma mutação no gene AS3MT, que possibilitou que uma enzima de mesmo nome metabolize o arsênio em dois compostos, o ácido menometilarsônico e o ácido dimetilarsínico, que é menos tóxico e mais fácil de ser eliminado do corpo.  

3 - Povos tibetanos adaptados às alturas

Povos tibetanos vivem a altitudes superiores a 4 mil metros. Lá, tem aproximadamente 40% menos oxigênio disponível que ao nível do mar. Esses povos conseguem viver nessas altitudes sem nenhuma complicação porque seus corpos não produzem uma quantidade maior de glóbulos vermelhos na falta de oxigênio, o que ocorre com pessoas comuns. Tal fato impede a formação de coágulos e outras complicações, que poderia afetar um ser humano comum.

Fonte
Pesquisas indicaram que a causa é uma mutação genética no gene EPAS1, que codifica uma proteína que identifica a quantidade de oxigênio e controla a produção das hemácias.  

4 - Evolução dos pés na Tribo Huaorani

Pessoas da tribo isolada Huaorani (com cerca de 4.000 pessoas) desenvolveram pés bastante planos, muitos dos quais possuem 06 dedos. Os dedos são curtos, com a retenção do antepé mais encurtada e endurecida e os tamanhos dos dedos simétricos, o que tornam os pés melhores para escalar. Desta forma, a nova característica permite que os caçadores escalem árvores locais - que são muito altas - com mais eficiência para colher frutas ou caçar animais com zarabatana. A versão de pés chatos está por se tornar uma totalidade nessa tribo, sendo transmitida para as novas gerações.

Fonte

5 - Visão submarina perfeita

De maneira geral, quando abrimos os olhos embaixo da água, a visão fica embaçada. Isso ocorre porque a densidade da água - parecida com a do tecido que forma nossos olhos - faz com que a luz chegue de forma diferente à retina. Isso explica porque a maioria dos humanos só enxerga direito no ar. 

Entretanto, no povo Moken, que habita o mar de Andaman na costa da Tailândia isso é completamente diferente. A tribo, que passa a maior parte do tempo vivendo em balsas e botes possui uma mutação genética que as tornou capaz de enxergar nitidamente embaixo da água. Uma pesquisa relacionou que essa mutação faz com que seus olhos, embaixo da água mudem ligeiramente de formato, permitindo que a luz seja distribuída de forma correta ao ser captada pelos olhos, mesmo a mais de 20 metros de profundidade. 


6 - Tolerância ao frio

Responda rapidamente: Qual é a temperatura média corporal? Se pensou algo entre 36,5° C e 37,5° C, acertou. Normalmente, não podemos resistir ao frio extremo, mas há populações humanas com esta capacidade. Tribos como os Inuits, que habitam o Ártico e os Nenets, que vivem na Sibéria, possuem resistência ao frio, com extremos chegando a -60º C nos meses mais frios em boa parte do ano e nas temperaturas mais amenas chegando próximo aos 0º C. Acredita-se que vários genes tenham sido selecionados, permitindo as adaptações observadas, como o fato deles terem menos glândulas sudoríparas, possuírem peles mais espessas que o normal, metabolismo mais rápido, cílios mais grossos e não tremerem de frio. 
Fonte

7 - Menos horas de sono

Em média, a maioria das pessoas precisam dormir entre 7 e 9 horas por noite para terem o descanso necessário. Apesar disso, um estudo descobriu que algumas pessoa possuem uma mutação no gene DEC2, fazendo que o sono REM (sono profundo) seja mais intenso, e consequentemente o descanso mais efetivo em menos tempo. Dessa maneira, com seis horas de sono ou menos, estas pessoas já estão completamente descansadas. Os pesquisadores acreditam que esta seja uma rara mutação na população mundial, menos de 1% daqueles que dizem dormir pouco. 


8 - Ossos mais densos

Na maioria das pessoas, os ossos vão perdendo densidade e massa à medida que envelhecemos. O problema é conhecido como osteoporose, e pode gerar fraturas e deformações nos ossos. Mas algumas pessoas possuem uma mutação em um gene chamado SOST, que regula a produção de uma proteína chamada esclerotina. Esta é a proteína que controla a produção e o crescimento dos ossos.
Um estudo conduzido por pesquisadores de Washington (EUA) encontrou evidências de que existem algumas pessoas com mutações no gene SOST, e que por causa delas não perdem massa óssea à medida que envelhecem. 

Fonte


Seus ossos continuam ganhando massa e se tornando mais densos ao longo de toda a vida, dando-lhes um esqueleto que se parece com o de uma pessoa muito mais jovem. Esta mutação no gene SOST foi encontrada em algumas pessoas de origem africâner (que é como são conhecidos os descendentes dos antigos colonizadores holandeses da África do Sul). Agora, os pesquisadores buscam formas de replicar os efeitos desta mutação, para permitir que outras pessoas consigam os mesmos benefícios.



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