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sexta-feira, 7 de maio de 2021

A edição de genes pode um dia ser usada para tratar a obesidade?

A epidemia de obesidade afeta quase meio bilhão de pessoas em todo o mundo, muitas delas crianças. As doenças relacionadas à obesidade, incluindo doenças cardíacas, derrame, diabetes tipo 2 e câncer, são a principal causa de morte.


As células de gordura branca consideradas prejudiciais podem ser transformadas em células de gordura marrom, queimadora de energia usando  a tecnologia de edição de genes CRISPR.

As células de gorduras brancas estão cheias de lipídios prejudiciais à saúde que se acumulam dentro do corpo. Já as células de gordura marrom quebram mais gordura para criar energia e armazenar o resto em um espaço menor. 

Bebês e animais em hibernação têm mais gordura marrom. Você deve estar se pergunta de onde vem a cor dessa gordura, pois bem ela vem de um alto fluxo sanguíneo e de muitas pequenas fábricas de energia, as mitocôndrias. Quando estão expostos ao frio as mitocôndrias convertem na forma de calor a energia química dos alimentos e a gordura branca armazenada, para nos manter aquecidos. 

Pesquisadores mostraram que humanos adultos também têm gordura marrom que responde a baixas temperaturas. Os adultos também têm gordura bege espalhada em sua gordura branca. Uma gordura que está no meio do caminho nem branca nem marrom. Se necessário ela torna-se marrom para transformar mais calorias em calor ou brancas quando não é mais necessário. A quantidade de gordura marrom depende fortemente da composição corporal. Pessoas magras tendem a ter mais gordura marrom e bege ativa do que pessoas obesas.

Células de Gordura

A ideia da pesquisa foi alterar geneticamente a gordura branca, conferindo-lhe as características de uma gordura marrom saudável. Essas células modificadas ajudaram os ratos a evitar o ganho de peso e diabetes quando em uma dieta rica em gordura. O experimento se concentrou na UCP1, uma proteína encontrada na gordura marrom que transforma energia química em calor.

Essa proteína extra transformou as células de gordura branca em células que os pesquisadores chamam de HUMBLE. É um acrônimo para "semelhante ao marrom humano". Eles então transplantaram células HUMBLE em camundongos. (Primeiro, eles desativaram o sistema imunológico. Caso contrário, as células imunológicas de um camundongo teriam atacado as células humanas estranhas.)

Ao longo de um período de 12 semanas, os ratos que receberam células de gordura branca ganharam peso. Mas os ratos transplantados com gordura marrom ou células HUMBLE ganharam significativamente menos peso. Existe também a possibilidade de que o processo de edição de genes tenha ajudado os ratos a evitar o diabetes.

Os cientistas preveem que, eventualmente, esse método poderá ser desenvolvido em um tratamento para a obesidade, embora os testes em humanos ainda estejam muito longe.

Leia mais - CRISPR - A edição genética pode criar animais monstruosos como no filme Rampage?

Referência do periódico: Science Translational Medicine , DOI: 10.1126 / scitranslmed.aaz8664

Fontes adicionais: [1].[2]


Adriana Cordeiro

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