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terça-feira, 1 de junho de 2021

Conheça as variantes mais preocupantes já identificadas do Coronavírus

O que sabemos sobre as diferentes variantes?



Há milhares de variantes diferentes do corona vírus, causador da covid-19 circulando pelo mundo.

Os vírus são elementos biológicos que mudam o tempo todo através das mutações em seu material genético, e a maioria das mudanças são inconsequentes. Algumas até prejudicam o vírus. Mas outros podem tornar a doença mais infecciosa ou ameaçadora - e essas mutações tendem a dominar.

Aqueles com maior potencial de mudança são chamados de "variantes de preocupação" e mantidos sob a vigilância mais próxima das autoridades sanitárias, e incluem:

  • A variante indiana (B.1.617.2) - Variante Delta: foi detectada pela primeira vez na Índia em outubro de 2020. A cepa está atualmente presente em 66 países, incluindo o Brasil, que teve os primeiros casos confirmados no dia 20 de maio deste ano (2021).

  • A variante UK ou Kent (também conhecida como B.1.1.7) - Variante Alpha: é predominante na Grã-Bretanha - com mais de 200.000 casos identificados - e se espalhou para mais de 50 países e parece estar em mutação novamente.

  • A variante da África do Sul (B.1.351) - Variante Beta:  foi identificada em pelo menos 20 outros países, e há relatos que esta variante escapa com mais facilidade a imunização da vacina AstraZeneca.

  • As variantes do Brasil   (P.1, P2 e N9) - Variante Gamma:  que se estendeu a mais de 10 outros países e estudos indicam que essas linhagens provavelmente possuam maior transmissibilidade e capacidade de infecção.
Fonte: Divulgação | Governo de São Paulo 


Quanto essas variantes são mais perigosas?

Como na versão original, o risco permanece maior para as pessoas idosas ou que têm condições de saúde subjacentes significativas.

Mas um vírus sendo mais infeccioso e igualmente perigoso, por si só, levará a mais mortes em uma população não vacinada.

Algumas pesquisas sugerem que a variante do Reino Unido pode estar associada a um risco 30% maior de morte em indivíduos, mas as evidências não são conclusivas.

O conselho para evitar a infecção permanece o mesmo para todas as situações: lavar bem as mãos, manter a distância, usar uma cobertura facial e estar atento à ventilação.


Como estão se comportando as mutações?

As variantes da Índia, Reino Unido, África do Sul e Brasil sofreram alterações em suas proteínas S (Spike) - a parte do vírus que se liga às células humanas. A variante da Índia tem algumas proteínas potencialmente importantes (como a L452R) que podem fazer com que ela se espalhe mais facilmente.

A Organização Mundial da Saúde classificou outra variante semelhante que também está circulando na Índia - chamada B.1.617 - como uma variante de preocupação. Uma mutação, chamada N501Y, compartilhada pela variante do Reino Unido, Brasil e África do Sul parece tornar o vírus melhor para infectar as células e se espalhar. Alguns especialistas pensam que a cepa UK/Kent pode ser até 70% mais infecciosa - embora a pesquisa da Public Health England tenha sugerido que ela está entre 30% e 50%. As variantes da África do Sul e do Brasil também têm uma mutação chave, chamada E484K, que pode ajudar o vírus a escapar dos anticorpos, partes chave do sistema imunológico que ajudam os corpos a combater a infecção.


Será que as vacinas ainda funcionarão contra variantes?

As vacinas atuais foram projetadas para versões anteriores do coronavírus, mas os cientistas acreditam que elas devem funcionar, embora potencialmente menos. As últimas pesquisas sugerem que duas doses da vacina Pfizer ou da AstraZeneca ainda protegem as pessoas de adoecerem com a variante Índia.

Os primeiros resultados de laboratório e dados reais sugerem que a vacina da Pfizer pode proteger contra as novas variantes, embora um pouco menos efetivamente. Os dados da equipe da vacina Oxford-AstraZeneca sugerem que ela também protege contra a variante Kent/UK. Ela oferece menos proteção contra a variante da África do Sul - mas ainda assim deve proteger contra complicações graves. 

Um estudo recente sugere que a variante brasileira pode resistir a anticorpos em pessoas que já se recuperaram de Covid antes.

Alguns resultados iniciais sugerem que a vacina Moderna é eficaz contra a variante da África do Sul, embora a resposta imunológica desencadeada possa ser mais fraca e de curta duração.



As variantes significam que doses de reforço serão frequentes?

Os especialistas estão confiantes de que as vacinas existentes podem ser redesenhadas para enfrentar melhor as mutações emergentes.

Dependendo de como as variantes continuam a se desenvolver, estas poderiam ser potencialmente usadas para oferecer uma vacina de reforço a pessoas mais velhas ou clinicamente vulneráveis, sazonalmente, assim como já é realizado como para a gripe.


Por: Jonathan Pena Castro


Fontes:

BBC

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