RAPIDINHAS

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Qual é a importância do silêncio?

Ouvir música é um fenômeno complexo, envolvendo alterações psicológicas, emocionais, neurológicas e cardiovasculares, com modificações comportamentais da respiração, chegando a influenciar, inclusive, hábitos de consumo e a forma como percebemos o passar do tempo

Estudos comprovam que a música pode reduzir o estresse e melhorar o desempenho atlético, a função motora em pacientes com deficiência neurológica provocadas por acidente vascular cerebral (AVC) ou parkinsonismo, traz benefícios a pacientes na UTI e até produção de leite em bovinos.

Em um estudo realizado com 24 voluntários, onde 12 não tinham formação em música e os outro 12 eram músicos profissionais, buscou mostrar o quanto a premissa de ouvir música faz bem, mas o silencio também é necessário.

Os testes foram realizados em ambientes com temperatura, umidade e luz confortáveis, deitados e como os olhos fechados. Sendo iniciado 20 minutos de silencio, seguidos de um período 2 minutos de (1) clássico lento, (2) clássico rápido, (3) dodecafônico, (4) techno, (5) rap e (6) música raga e também inseridos aleatoriamente nas sequências musicais curtas ou longas, momentos de silencio.




O que eles observaram foi que mesmo a curta exposição à música pode induzir efeitos cardiovasculares e respiratórios mensuráveis ​​e reproduzíveis, levando a uma condição de excitação ou atenção que é proporcional à velocidade da música e que pode ser induzida ou amplificada por arrastamento respiratório pelo ritmo e velocidade da música.

Aí você pode se perguntar, mas isso depende no estilo da música? Não, pelo menos não foi o que esse estudo mostrou, o efeito está na velocidade em que a música é tocada.

Depois de um tempo de exposição uma pausa na música induz uma condição de relaxamento muito maior do que aquele momento inicial antes da exposição à música e leva à especulação de que a música pode dar prazer (e talvez um benefício à saúde) como resultado dessa alternância controlada entre excitação e relaxamento.

O uso da musicoterapia pode ser visto como uma técnica alternativa de relaxamento ou meditação, sem envolver a participação ativa do sujeito.

Aos voluntários que já eram músicos tiveram uma capacidade aumentada na resposta ao ritmo da música, uma vez que os músicos aprendem a sincronizar a respiração com a frase musical.

Esse estudo nos indica que a seleção adequada da música, alternando ritmos rápidos e lentos e pausas, pode ser usada para induzir relaxamento e reduzir a atividade simpática e, portanto, ser potencialmente útil no tratamento de doenças cardiovasculares.

Outros estudos apoiam essas descobertas e fornecem evidências de que pacientes de UTI em recuperação e pacientes com infarto agudo do miocárdio podem se beneficiar quando a musicoterapia é fornecida em um ambiente tranquilo, com baixo estímulo e repouso.

Só precisamos então ouvir mais musicas, e relaxar de vez em quando!!


 Adriana R. Cordeiro

 

Fontes: [1]. [2]. [3]


 

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