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quinta-feira, 25 de junho de 2020

3 Doenças que Previnem Outras Doenças

As doenças genéticas envolvem alteração no material genético (DNA), algumas podem ser transmitidas de geração em geração. Estudos mostram que alguns portadores de certas doenças genéticas são mais resistentes a certas doenças virais ou infecciosas. Esses estudos podem ajudar muito a ciência pois, fatores que conferem resistência a esses patógenos podem ajudar os pesquisadores a desenvolverem opções de tratamento mais eficazes. 

Então, aqui estão elas:

1 - Fibrose cística e a resistência à cólera

Fonte

A fibrose cística, doença que envolve uma mutação que codifica um canal de cloreto com defeito. Em indivíduos não afetados, esse canal pode ser explorado por enteropatógenos produtores de diarréia. A desordem desse canal pode resultar em resistência aos efeitos entéricos da cólera, e o genótipo da fibrose cística tem maior prevalência nas regiões em que a cólera é ou foi endêmica.



2 - Tay-Sachs e a resistência a tuberculose

Fonte

Tay-Sachs é uma doença genética rara que resulta em um acúmulo anormal de lipídios neuronais causado por uma enzima lisossômica defeituosa. Alelos para esta doença são mais prevalentes em certas populações, sendo os mais conhecidos os judeus asquenazes. Historicamente, os judeus asquenazes tinham alta prevalência do alelo Tay-Sachs e baixa prevalência de tuberculose causada por Mycobacterium tuberculosis. Sabe-se agora que os portadores da Tay-Sachs têm uma maior produção da subunidade β da hexosaminidase e que essa a subunidade está intimamente associada ao aumento da defesa do hospedeiro contra micobactérias. Portanto, é possível que a β-hexosaminidase seja citotóxica para Mycobacteria tuberculosis, tornando o organismo mais suscetível ao ataque de macrófagos. Isso traz novas pesquisas no caso tuberculose resistente a antibióticos, o desenvolvimento de drogas que regulam ou mantêm a β-hexosaminidase pode ser benéfico para o tratamento da tuberculose.

3 - Fenilcetonúria e a resistência a abortos micóticos (mediados por fungos)


Fenilcetonúria é um distúrbio genético metabólico no qual a fenilalanina se acumula a níveis tóxicos no indivíduo afetado. As mulheres que são heterozigotas para o distúrbio são significativamente menos sensíveis às atividades abortivas da micotoxina designada como ocratoxina A. Essa relação parece ser relevante nas regiões úmidas nas quais os fungos patogênicos são endêmicos como na Escócia e na Irlanda, onde o clima úmido consistente promove o crescimento de mofo e fungos nos grãos e feijões. O Aspergillus spp. produz a ocratoxina A, que é teratogênica em baixas doses e potencialmente letal em altas doses. No caso de mulheres grávidas, a ocratoxina A pode atravessar a placenta e causar abortos espontâneos. Esta toxina, sendo um derivado N-acil da fenilalanina, é um inibidor competitivo da fenilalanina, impedindo a síntese proteica, que pode ser revertida pela introdução de fenilalanina em excesso nos indivíduos com fenilcetonúria, pode ajudar a proteger contra abortos súbitos, garantindo assim uma gravidez normal.


- Não citamos ela aqui, mas ela também se enquadra perfeitamente nessa lista.

Fonte:
[1] - Doenças genéticas queconferem resistência a doenças infecciosas

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Avaliado item: 3 Doenças que Previnem Outras Doenças Descrição: Classificação: 5 Revisado por: Adriana Cordeiro